#3

O RIDÍCULO

Boa tarde, meus meninos e meninas carentes!

Minha pergunta do momento é: que diabos é esse prêmio dardos? É um prêmio pra quem acerta no meio do alvo? Porque se for um prêmio arbitrário de poesia, olha meu povo, vocês estão realmente desesperados por um prêmio, com uma imagem já pixelada do Blogspot de décadas atrás, por um cara que nem deve estar mais na blogosfera e está rindo dos otários que distribuem esse prêmio ou então eles eram iguais vocês: loucos por um like vazio, sem sentido e falso. Não chorem, crianças, é isso mesmo.

O que você vai ganhar recebendo esse prêmio medíocre de todo mundo que “recebe esse glorioso prêmio”? Até mesmo os “poetas” náufragos e adolescentes já deram esses prêmios para outros náufragos e adolescentes com mais espinhas. Que validade tem esse prêmio se todo mundo tem, hein, hein, hein?

Vamos lutar por um mundo sem prêmios de dardos, até porque prefiro arco e flecha. Isso, vamos abrir o prêmio Arco e Flecha em breve, onde serão premiados os piores blogs do WordPress.

O RIDÍCULO (1)

Se você tiver coragem, marque seu blog.

O ANALISTA

#2

PROFISSIONAL

Bom dia, meus queridos Merd0s e queridas Merd4s!

Voltei para analisar novamente mais uma poesia tão bem escrita, tão bem afogada, digo fundamentada. Nossa escolhida de hoje é uma menina que se diz peregrina (ou navegadora, vai saber?), cristã e com temperamento sanguíneo (sic) ainda em tratamento. Aluna da vida, do amor, das flores, do sol e do luar, e também do Reginaldo Rossi e Augusto Cury, por que não dizer?

Vamos à poesia:

Foram tantos naufrágios…
Ao menos me serviram para aprender a nadar.
Recordo-me que sentávamos na areia molhada, esperando que o sol secasse as lagrimas que havíamos chorado durante a tempestade.
Lágrimas salgadas como água do mar… eramos juntos um oceano de misérias.
Mas era bom, admirávamos o simples da vida…
Era belo ver as pegadas na areia, o por do sol depois da noite turbulenta…
Oh Deus, me devolva a esses tempos!
Queria ter entendido antes que afundar era bom, que quase morrer afogada era um privilegio. Queria ter compreendido naquele tempo que cada tempestade me moldava, me trazia poderes que só quem sentiu dores na alma pode ter.
Oh Deus, eu te agradeço por cada vez que meu barco virou.
Te agradeço por cada onda que quase me levou …
Porque agora estou aqui, e entendo o porque de tudo ter sido como foi.
Eu já não temo tempestades, sou capaz de sorrir para as ondas, e há vezes em que com Você consigo até dar passos sobre o mar.

Fonte: https://oeuinsolito.wordpress.com/2016/02/26/te-agradeco/

Muito bom, muito coerente! Porém, tenho algumas perguntas e observações:

  1. Não tinha bote salva-vidas?
  2. Se vocês choraram lágrimas na tempestade e o barco virou, então eu presumo que a chuva bateu em seus rostos e levaram as lágrimas embora. Não tinha o que secar mais. (Sol, você chegou atrasado, meu velho!)
  3. A lágrima realmente é salgada, mas no meio do oceano fica difícil saber o que é o quê.
  4. O oceano é de água salgada? (Só pra saber!)
  5. Olha, às vezes morrer é uma opção do que ler tanto poema ruim e pior: sem coerência dissertativa.
  6. Sorrir pra uma onda de 20 metros? Aham, sentá lá, Cláudia. Só se for na televisão, compreendeu?
  7. Como assim por do sol depois que a noite chega? Que mundo é esse que você vive? Quero ir pra lá.
  8. Os humanos ainda não estão preparados pra esse poema. Você é de outro planeta, admita!
  9. Só quem anda sob as águas é o Senhor Jesus Cristo de Nazaré, sua herege!

Enfim, termino mais essa poderosa crítica com uma frase: Há sempre uma poeta e um barqueiro entre a cruz e a caldeirinha.

P.S. – A imagem de seu blog pode causar convulsões. Cuidado com os processos.

O ANALISTA

#1

PROFISSIONAL

Boa noite, druguinhos e druguinhas!

Eis-me aqui, O Analista, para analisar o primeiro adolescente brasileiro de nossa longa jornada, de nossa impetuosa missão que será analisar aquilo que você escreve. E claro, nada mais justo que começar na adolescência, que em certos aspectos é até perdoável, pois os hormônios estão à solta, onde você certamente odeia seus pais, suas irmãs, seus irmãos e até a si mesmo. Hein? Está ouvindo música triste dentro do quarto? Não se desespere, pois leve como exemplo o rei Luis XIV, que ao ser jogado no caldeirão ele mesmo se temperou.

Bem, nossa primeira vítima crítica de hoje é para um rapaz que se autointitula joohnyy. Vamos ao poema:

Sendo o tudo é nada
E o nada é tudo
Do que é feito o mundo
A luz é teu olhar
Mostrando onde devo caminhar
O calor do teu corpo
Que não me deixa sentir morto
Teu sangue é água
Levando embora a magoa
Das tuas curvas montanhas
Me atraindo com força tamanha
Tua pele faz o chão
Cobrindo toda minha extensão
Sua respiração
Minha brisa de verão
Sua alma
Minha seiva
Seu sorriso mil estrelas à brilhar
No seu pescoço se pendura o luar
Que controla todo meu mar
Sua mente controla meu corpo
Seus braços me agarram num todo
Como num escrito de Sartre
Você é minha liberdade

Fonte: https://maisnadablog.wordpress.com/2016/02/25/meu-tudo/

Bravo, Joohnyy, bravíssimo! Estou impressionado, você gosta de Sartre, o que já o torna um cara totalmente estranho, mas tudo bem.

Vamos à essas partes:

Sendo o tudo é nada
E o nada é tudo
Do que é feito o mundo
A luz é teu olhar
Mostrando onde devo caminhar

(…)

Seu sorriso mil estrelas à brilhar
No seu pescoço se pendura o luar
Que controla todo meu mar
Sua mente controla meu corpo
Seus braços me agarram num todo

A pergunta é: onde você arrumou essas rimas? Por favor, menino, pare de ler as poesias do romantismo brasileiro pois você nos causará uma úlcera!

SEU PESCOÇO SE PENDURA O LUAR?

SUA MENTE CONTROLA MEU CORPO?

Essa mulher é paranormal? Menino, vamos melhorar essa poesia, é muito ruim. Usar de clichês é ruim em poemas. Fica uma dica: use jogo de palavras que se contradigam, mas que mostrem de uma maneira realmente poética aquilo que você quis dizer em contraponto ao que deveria ser dito do oposto da palavra em seu sentido anacrônico.

Entendeu? Nem eu.

Enfim, meu querido, termino com essa frase que eu mesmo inventei (estufando o peito):

Ou deixar a poesia livre ou tomar um porre!

O ANALISTA